terça-feira, 27 de março de 2012


FRATURAS POR AVULSÃO DA REGIÃO PÉLVICA

O que é uma fratura por avulsão da região pélvica?
Existem vários músculos na coxa que se conectam com várias partes da pélvis. Uma fratura por avulsão ocorre quando um tendão que conecta um músculo a um osso arranca parte dele.

Como ocorre?
Pode ocorrer após uma forte e repentina contração do músculo. É freqüentemente vista em atletas com músculos fortes e pouco alongados.
A fratura por avulsão pode acontecer em qualquer região do osso pélvico que exista um tendão.

Quais são os sintomas?
Dor na região onde os músculos se inserem no osso. Poderá haver sensibilidade e edema.
Como é diagnosticada?
O médico revisará os sintomas e examinará a região lesionada. O médico poderá pedir um raio-x, que provavelmente mostrará um pedaço de osso arrancado da região de conexão na pelve.

Como é tratada?
As fraturas por avulsão requerem repouso. Geralmente elas se curam com 4 a 6 semanas de repouso. Talvez seja necessário utilizar as muletas grande parte do tempo.
Se o fragmento ósseo for grande ou tiver sido arrancado a uma grande distância da sua região de conexão, pode ser necessária uma cirurgia.
Logo que a lesão ocorre, deve-se colocar gelo sobre a área por 8 minutos, seguidos de 3 minutos sem gelo, esse ciclo deve ser repetido até completar 30 minutos, a cada 3 a 4 horas, por 2 a 3 dias ou até que a dor desapareça.
O médico poderá prescrever medicamento antiinflamatório.

Quando retornar ao esporte ou à atividade?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível.
O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente. Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.

O retorno ao esporte ou à atividade acontecerá, com segurança, quando o paciente:
• Possuir total alcance de movimento da perna lesionada, em comparação a não lesionada.
• Possuir total força da perna lesionada, em comparação a não lesionada.
• Puder correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
• Puder correr a toda velocidade em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
• Puder fazer viradas bruscas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Puder fazer o “8” com 18 metros, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Puder fazer viradas bruscas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Puder fazer o “8” com 9 metros, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Puder pular com ambas as pernas e depois somente com a perna lesionada, sem sentir dor.

Como evitar a prevenir a fratura por avulsão da região pélvica ?
Uma vez que músculos tensos são a principal causa das fraturas avulsivas, é de extrema importância manter um bom alongamento, para evitar que essas lesões voltem a ocorrer, e aquecer antes das atividades físicas.






SÍNDROME DO PIRIFORME

O que é Síndrome do Piriforme ?
A síndrome do piriforme se refere à inflamação do nervo ciático, quando este passa pelo músculo piriforme.
O músculo piriforme, localizado na região profunda da nádega, permite a rotação externa da coxa e o nervo ciático, que sai da coluna e vai até a perna, passa dentro deste músculo.

Como ocorre?
Se o músculo piriforme estiver tenso além do normal ou apresentar espasmos, o nervo ciático poderá se inflamar.
A síndrome do músculo piriforme também pode estar associada a corridas em declives (ladeiras) realizadas com grande freqüência.

Quais os sintomas?
Dor na região profunda da nádega, em queimação e que normalmente desce até a perna. Ela pode aumentar quando a coxa é movimentada para fora, por exemplo, quando a pessoa está sentada e cruza as pernas.

Como é diagnosticada?
O médico conversará sobre dos sintomas. Uma vez que o nervo ciático começa na coluna, ele pode ficar irritado por uma lesão nesta região, como uma hérnia de disco, por exemplo.O médico examinará as costas e verificará se o nervo ciático está irritado na região. Ele examinará também quadril e pernas e os moverá para descobrir se existe dor com tais movimentos.
Podem ser solicitados Raio-x, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética da coluna para descobrir se há alguma lesão. Não há forma de detectar por meio de raios X se o nervo está irritado na região do músculo piriforme.

Como é tratada?
O tratamento pode incluir:
• Aplicação de compressa de gelo sobre a área por 8 minutos, seguidos de uma pausa de 3 minutos. Esse ciclo deve ser repetido até completar 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça.
• Repouso.
• Medicamentos antiinflamatórios ou relaxantes musculares prescritos pelo médico.
• Fisioterapia.
Quando retornar meu esporte ou à atividade ?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.
Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
O retorno ao esporte acontecerá, seguramente, quando o paciente:
• Possuir total alcance de movimento da perna afetada, em comparação à não afetada.
• Possuir total força da perna afetada, em comparação à não afetada.
• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
• Correr em linha reta a toda velocidade, sem sentir dor ou mancar.
• Não apresentar edema no joelho.
• Fizer viradas bruscas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.
• Correr, desenhando no chão um “8”, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.
• Fizer viradas bruscas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.
• Pular com ambas as pernas e depois somente com o lado lesionado, sem sentir dor.

Como evitá-la?
A melhor maneira de evitar a síndrome do piriforme é mantendo alongados os músculos que rodam as coxas para dentro e para fora. É importante aquecer-se bem antes de iniciar qualquer esporte ou atividade.
Exercícios de reabilitação da síndrome piriformes:
Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.
A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.

1 - Alongamento Piriforme:
Deitar em decúbito dorsal com os joelhos dobrados.
Manter o pé da perna sã apoiado no chão e cruzar a perna lesionadasobre ela.
Segurar a coxa da perna sã, puxando o joelho de encontro ao peito até sentir alongar as nádegas e, possivelmente, todo o lado externo do quadril do lado lesionado.
Manter por 30 segundos e repetir 3 vezes.

 
2 - Alongamento em Pé da Musculatura Isquitibial:
Começar colocando o calcanhar da perna lesionada sobre um banco de, aproximadamente, 40 cm de altura.
Inclinar o tronco para frente e flexionar o quadril até sentir um leve alongar na parte posterior da coxa.
Colocar as mãos nos pés, ou tornozelo caso não os alcance.
Manter os ombros e as costas eretos.
Manter o alongamento por 30 a 60 segundos e repetir o exercício 3 vezes.

 
3 - Enriste Pélvico:
Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Contrair os músculos abdominais e encostar a coluna no chão.
Manter a posição por 5 segundos e relaxar.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

 
4 - Enrolamento Parcial:

Deitar sobre as costas com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Colocar as mãos atrás da cabeça, mantendo os cotovelos para cima.
Lentamente levantar os ombros e cabeça do chão, contraindo os músculos abdominais.
Manter essa posição por 3 segundos.
Retornar à posição inicial e repetir 10 vezes.
Progressivamente, fazer 3 séries.
Desafie-se colocando as mãos atrás da cabeça com os cotovelos para fora.

5 - Extensão do Quadril de Bruços:
De bruços e com as costas sempre retas, contrair uma nádega contra a outra e, ao mesmo tempo, suspender a perna lesionada, uns 10 cm do solo. Manter a perna elevada por 5 segundos e, então, abaixá-la.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

DISTENSÃO DO MÚSCULO ABDOMINAL

O que é a distensão dos músculos abdominais ?
A distensão é um estiramento ou ruptura de um músculo ou tendão. Os músculos abdominais podem distender-se durante atividades de extremo esforço.
Como ocorre?
Durante uma atividade vigorosa, como erguer algo, ou mesmo através de uma tosse ou espirro forte, esses músculos podem se distender.

Quais são os sintomas?
Dor sobre os músculos abdominais. Uma ruptura funda dos músculos e da fascia pode resultar em uma hérnia na parede do abdômen, quando parte do conteúdo deste extravasa através da ruptura, formando uma saliência.

Como é diagnosticada?
O médico examinará o abdômen e pedirá para que o paciente faça abdominais, isso reproduzirá os sintomas. Em casos de hérnia, o médico poderá sentir ou ver uma saliência no local.

Como é tratada?
O tratamento poderá incluir:
• Aplicação de gelo no músculo distendido por 20 a 30 minutos, sendo que cada 8 minutos de gelo deve ser seguido de uma pausa de 3 minutos. Pode ser feita a cada 3 ou 4 horas, por 2 ou 3 dias ou até que a dor desapareça.
• Medicação antiinflamatória.
• Em casos de hérnia abdominal a cirurgia é indicada

.Quando retornar ao esporte ou à atividade ?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.
Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
O retorno ao esporte ou à atividade acontecerá, com segurança, quando o paciente:
• Puder curvar-se sobre o quadril e tocar os dedos dos pés e retornar a posição ereta, sem sentir dor.
• For capaz de fazer abdominais, sem dor.
Em casos de hérnias, deve-se ter cuidado ao realizar abdominais que forcem demasiadamente os músculos e conversar com o médico a respeito da reparação da hérnia.

Como preveni-la?
 A melhor maneira de prevenir essa distensão é mantendo os músculos abdominais bem fortalecidos. É importante não exagerar ao começar o programa de exercícios. Para levantar objetos pesados, deve-se dobrar os joelhos e manter as costas e o abdômen retos.
Exercícios de reabilitação para a distensão dos músculos abdominais:
Os exercícios devem ser supervisionados por um fisioterapeuta, este é apenas um guia dos exercícios que podem ser feitos.
1 - Enriste Pélvico:

Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Contrair os músculos abdominais e encostar a coluna no chão. Manter a posição por 5 segundos e relaxar.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.
Quando o exercício já estiver sendo realizado com facilidade, contrair os músculos abdominais, pressionar a lombar contra o solo e levantar um dos pés, 5 a 6 cm do solo.
Manter essa posição por 5 segundos e então abaixar o pé. Repetir com a outra perna. Fazer 10 vezes cada lado.

 2 - Enrolamento Parcial:
Deitar sobre as costas com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Colocar as mãos atrás da cabeça, mantendo os cotovelos para cima.
Lentamente levantar os ombros e cabeça do chão, contraindo os músculos abdominais. Manter a posição por 3 segundos.
Retornar à posição inicial e repetir 10 vezes. Progressivamente, fazer 3 séries.
Quando esse exercício for realizado com facilidade, o paciente deve realizar o enrolamento diagonal.

3 - Enrolamento Diagonal:

Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e os pés plantados no solo. Segurar a cabeça, colocando as mãos atrás do pescoço. Contrair os músculos do abdômen e levantar a cabeça e ombros, rodando o tronco para a direita.
Não usar os braços para ajudar a levantar o corpo.
Manter a posição por 3 segundos e voltar à posição inicial.
Fazer para o lado esquerdo. Fazer 3 séries de 10 repetições.

4 - Abdominal Para o Baixo Abdômen:

Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados, mantendo os pés elevados. Os joelhos devem apontar para o teto e a lombar deve estar apoiada no solo.
Abaixar o pé direito até que ele quase toque o solo e depois levantá-lo novamente, como na posição inicial.
Fazer o mesmo com o pé esquerdo. Repetir 10 vezes.

AVALIAÇÃO DA ESCOLIOSE (SEGUNDO CRITÉRIOS DA SBOT - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

Esse texto tem por objetivo a orientação para a identificação da Escoliose Idiopática em Adolescentes (EIA). O exame para o rastreamento de deformidades da coluna vertebral é recomendado para todas as crianças e adolescentes, principalmente do sexo feminino, devido à maior incidência.

Escoliose Vertebral:
Aparece por volta dos 10 anos de idade em uma coluna previamente normal. Devido a uma rotação no próprio eixo, a deformidade se apresenta tanto no plano frontal quanto no lateral.
O corpo vertebral gira para o lado convexo e o processo espinhoso para o lado côncavo. As costelas acompanham a rotação vertebral, girando para trás e para cima no lado convexo, e
para frente no lado côncavo. Devem ser consideradas como escolioses “verdadeiras” curvas maiores que 10º Cobb.


Tipos de Curvas:

A curva torácica para a direita é o tipo mais freqüentemente encontrado.
Curvas que fogem deste padrão devem ser melhor estudadas para o diagnóstico diferencial com outras etiologias.

A Prevalência:
Atinge 2-3% da população.
Felizmente as curvas maiores de 40º Cobb representam apenas 0.1% da população.
Meninas são 10 vezes mais acometidas do que os meninos.

Diagnóstico:
A deformidade é mais facilmente notada quando o tronco é visto por trás. Em uma curva torácica para direita, o ombro direito é elevado e o braço esquerdo freqüentemente parece ser mais longo e mais afastado do corpo. A escápula direita move-se para cima e lateralmente. Devido à rotação do tronco, a mama esquerda pode parecer maior do que a direita.
Dobrinhas do flanco e abdome podem estar assimétricas, principalmente em crianças com excesso de peso. A crista do ilíaco esquerdo aparenta ser mais saliente que a direita.

Acompanhamento:
Os princípios do tratamento têm por objetivo alterar a história natural da EIA (escoliose idiopática em adolescentes).
Sabe-se que as curvas com maior risco de progressão são as que aparecem antes da maturidade esquelética e que apenas as curvas maiores de 40º Cobb podem progredir independentemente da faixa etária.
As duas variáveis principais no tratamento da EIA são a maturidade óssea e o valor angular da curva (Cobb).
A orientação abaixo pode ser utilizada como regra para o tratamento da maioria dos pacientes portadores da EIA.
• Para curvaturas < 20º: Observação periódica durante o período do crescimento e estímulo à pratica de atividades recreativas.
• Para curvaturas 20 º-40º: A órtese (colete) é indicada nas crianças com potencial de crescimento ósseo.

Notas Importantes:
1. Ainda não há evidências científicas de que programas de exercícios, manipulação vertebral ou RPG melhorem ou impeçam a história natural da escoliose.
2. Nenhuma restrição deve ser feita para realização de qualquer tipo de atividade física ou esportiva.
3. Na presença de história familiar positiva para escoliose vertebral é recomendado o exame das crianças da mesma família, pois a EIA pode apresentar herança genética com maior risco de ocorrência na mesma família.
4. Curvas de menor valor (<20º) são comuns, mas apenas três adolescentes do sexo feminino em cada 1.000 possuem deformidade vertebral que necessite de tratamento com colete ou cirurgia.

OBS: Para visualizar melhor a tabela, clique sobre ela.

Como Detectar a Escoliose?

A – Sinais e Sintomas:
 Nos estágios iniciais, os sinais e sintomas da escoliose são pouco exuberantes e requerem um examinador atencioso. A dor normalmente não é relatada em uma criança com escoliose e quando isso ocorrer, devemos realizar uma investigação mais profunda para a procura de alguma outra etiologia para deformidade.

B – Testes:
Teste de Inclinação Anterior (Teste de Adams)
Este teste tem por objetivo a busca por um sinal físico de rotação vertebral fixa (estruturada) da coluna vertebral (gibosidade).
A criança curva-se anteriormente com os braços para frente, palmas viradas uma para a outra e com os pés juntos. Uma visão tangencial do dorso facilita a visualização da gibosidade costal ou da saliência da silhueta dos músculos lombares.
Uma diferença na altura entre o gradil costal direito e esquerdo é sugestivo de escoliose e merece melhore investigação.
Um teste de curvatura para frente positivo em uma menina com uma curvatura torácica vertebral. Curvaturas torácicas são mais bem detectadas com o examinador posicionado diretamente atrás da criança. Já na curva lombar, a forma mais fácil de visualização é pela frente.


Medida da Curvatura (Ângulo de Cobb):
O Raio-x panorâmico de coluna nas incidências de frente e lateral deve ser solicitado quando encontrarmos alterações no exame físico, sugestivas da presença de escoliose.
O ângulo de Cobb é medido ao traçar-se duas linhas paralelas às placas terminais dos corpos vertebrais no início e fim da curva. Em seguida, traça-se mais duas linhas perpendiculares a estas e o ângulo formado pelo cruzamento destas duas linhas é conhecido como ângulo de Cobb.



Potencial de Crescimento Ósseo (Sinal de Risser):

O sinal de Risser é freqüentemente utilizado como critério para avaliação do potencial de crescimento ósseo por sua fácil aplicação e comprovação da boa correlação com a maturidade óssea. Nele é avaliado o aparecimento da apófise de crescimento da crista ilíaca posterior, que sempre aparece de lateral para medial.
Nos estágios 1, 2 e 3 considera-se o paciente com maturidade esquelética, e nos estágios 4 e 5, com baixo potencial de crescimento.

Risser 0: sem apófise
Risser 1: 25%
Risser 2: 50%
Risser 3: 75%
Risser 4: 100%
Risser 5: Fusão da apófise à asa do ilíaco

Obs: Menarca e caracteres sexuais secundários também devem ser considerados na avaliação do potencial de crescimento.

C – Sinais de Alerta em Escoliose:
Todas as vezes em que a deformidade vertebral apresentar-se com características diferentes dos padrões mais comuns (sexo feminino, idade entre 10 e 14 anos, sem queixas de dor, com curva de lenta evolução e torácica esquerda), é necessária uma melhor investigação diagnóstica, pois outra etiologia pode ser a causa da deformidade.

Os principais sinais de alerta são:
• Meninos com curvas de valor elevado
• Curvas atípicas e de valor elevado
• Manifestações sistêmicas
• Dor e sinais de comprometimento neurológico
• Rápida progressão
• Lesões cutâneas ao longo da coluna

ESPONDILOLISE E ESPONDILOLISTESE

O que são espondilolise e espondilolistese?
A parte baixa da coluna é chamada de espinha lombar. Ela é formada por cinco ossos, chamados vértebras lombares. A vértebra possui duas grandes partes, uma parte sólida, chamada de corpo vertebral e um anel ósseo, pelo qual passam a parte inferior da medula e os nervos.
Entre os corpos das vértebras existe um material para absorção de impacto, chamado disco intervertebral.
Parte do anel de cada vértebra toca a vértebra acima e a vértebra abaixo dela, cada uma dessas articulações é conhecida com PARS.

A espondilólise é a fratura de um ou dois lados do anel da vértebra.
espondilolistese é o deslocamento anterior da vértebra, que é permitido pela fratura dos dois lados do anel vertebral, em crianças é mais comum ocorrer entre a 5º vértebra lombar e o sacro.
A espondilólise e a espondilolistese ocorrem com maior freqüência, entre os jovens e adultos, nas 4º e 5º vértebras lombares e, principalmente, em pacientes que participam de atividades que aumentam o estresse nesta região, principalmente ginastas, dançarinos e jogadores de futebol americano.


 Como ocorre ?
São resultantes de movimentos repetitivos de extensão da coluna (dobrar as costas para trás). Isso causa o enfraquecimento dos anéis das vértebras lombares, eventualmente levando a uma fratura deles. Menos freqüentemente, essa condição pode ser causada por um trauma nas costas.
Alguns médicos acreditam que algumas pessoas nascem com anéis vertebrais fracos.

Quais são os sintomas ?
A espondilólise e a espondilolistese podem ser assintomáticas ou apresentarem sintomas muito leves, mas pacientes adolescentes e adultos podem desenvolver dor intensa nas costas, com irradiação posterior para o joelho ou abaixo dele e que piora ao ficar de pé.
Essa dor pode, ainda, ser constante ou intervalada. Os pacientes freqüentemente relatam espasmos na musculatura Isquiotibial (posterior da coxa), perceptíveis pela incapacidade de flexionar o tronco para frente e para baixo. As lesões nervosas raramente acontecem.

Como são diagnosticadas ?
O médico examinará a coluna e procurará sensibilidade nas vértebras ou espasmos nos músculos próximos à vértebra; pedirá um raio-x, que mostrará a fratura no anel da vértebra ou o deslocamento da vértebra.

Como são tratadas ?
Durante o período de dor aguda o médico poderá prescrever medicamentos antiinflamatórios ou analgésicos e orientará o paciente a colocar compressas de gelo sobre as costas por 8 minutos seguidos de 3 minutos de pausa, repetido esse ciclo até completar 30 minutos. Esse ciclo pode ser feito a cada 3 a 4 horas, por 2 a 3 dias ou até que a dor desapareça.
O paciente poderá praticar o esporte ou a atividade, que sempre exerceu, desde que não sinta dor, com exceção dos esportes ou das atividades que envolvam a hiperextensão da coluna, nesse caso o paciente deverá escolher outro esporte ou atividade.
Se o médico achar que a fratura é recente e que o osso pode se recuperar, ele poderá recomendar o uso de um aparelho, de 1 a 3 meses. Casos sérios de espondilolistese podem requerer cirurgia.
A espondilólise e a espondilolistese são problemas crônicos. É importante manter a coluna na melhor condição física possível e manter um bom peso corporal.

Como evitar a espondilolise e a espondilolistese?
A melhor maneira de evitar esses problemas é manter os músculos da coluna e abdômen fortes e evitar ficar acima do peso ideal. Em casos de espondilólise é possível evitar que ela progrida para uma espondilolistese fazendo exercícios para a coluna e evitando atividades que forcem a extensão das costas para trás, como parar ou derrubar o jogador adversário durante uma partida de futebol americano.
É importante possuir músculos abdominais fortes quando as estruturas da coluna estão enfraquecidas. Esses exercícios ajudarão a construir músculos abdominais fortes.

Quando retornar ao esporte ou à atividade ?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente. Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.
É muito importante eliminar totalmente a dor lombar e passar pelo médico antes de retornar a qualquer atividade árdua.
Para retornar ao esporte ou à atividade é preciso possuir total alcance de movimento, igual o que tinha antes da lesão e conseguir correr, saltar e girar sobre o tronco, sem sentir qualquer dor.

Exercícios de reabilitação para espodilolise e espondilolistese:

Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.
A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.

1 - Enriste Pélvico:
Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Contrair os músculos abdominais e encostar a coluna no chão.
Manter a posição por 5 segundos e relaxar.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.
Quando o exercício se tornar fácil o paciente deve evoluir para o exercício chamado bicho morto.
 2 - Bicho Morto:
Contrair os músculos abdominais e pressionar a lombar contra o solo.
Levantar uma perna, a alguns centímetros do solo.
Manter por 5 segundos e então relaxar. Fazer com a outra perna.
Alternar as pernas e fazer 5 repetições com cada uma e depois relaxar os músculos abdominais.
Fazer 3 séries.

3 - Enrolamento Parcial:
Deitar sobre as costas com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Colocar as mãos atrás da cabeça, mantendo os cotovelos para cima. Lentamente levantar os ombros e cabeça do chão, contraindo os músculos abdominais.
Manter a posição por 3 segundos.
Retornar à posição inicial e repetir 10 vezes.
Progressivamente, fazer 3 séries.

4 - De Quatro e Sentar no Calcanhar:

Ficar em posição de quatro apoios.
A coluna deve ficar reta.
Colocar o peso na parte de trás do corpo e sentar sobre os calcanhares.
Manter a posição por 6 segundos e retornar à posição inicial.
Fazer 10 vezes.

5 - Rotação do Quadril de Bruços:

Deitado no solo sobre o abdômen, dobrar os joelhos para que as coxas apóiem no chão e a canela fique perpendicular ao solo.
Manter os joelhos e os ombros separadas pela mesma distância.
Cruzar as pernas uma sobre a outra o máximo que puder.
Manter os joelhos no solo, descruzar as canelas e separá-las o máximo que puder também.
Manter por 2 segundos e repetir de 10 a 20 vezes.
Quando esse exercício estiver fácil, adicione pesos aos calcanhares.





HÉRNIA DE DISCO

A coluna vertebral é composta por 33 vértebras, intercaladas por discos intervertebrais.
Esses discos são formados por um núcleo pulposo e por um anel fibroso. O núcleo pulposo é semigelatinoso e uma de suas funções é propiciar espaço entre as vértebras, para a passagem dos nervos entre elas. O anel fibroso é formado por fibras de colágeno, envolve o núcleo pulposo e uma de suas funções é manter o núcleo em seu lugar.

O que é a hérnia de disco?
Hérnia significa a saída de uma víscera ou de parte dela para fora de seus limites fisiológicos.
A hérnia de disco acontece quando o núcleo pulposo rompe o anel fibroso e extravasa para dentro do canal vertebral, podendo comprimir as raízes nervosas ou a medula na região. Afeta cerca de 2% da população mundial e 10% dos casos são de resolução cirúrgica.

Principais causas?
As hérnias de disco podem ser causadas por alguns fatores como:
• má postura,
• atividade física sem acompanhamento,
• obesidade,
• genética,
• excesso de levantamento de carga.

Quais os sintomas?
Os sintomas são abruptos, aparecendo subitamente uma dor na coluna irradiada, que pode vir acompanhada de formigamentos e alteração da sensibilidade, do reflexo e da força.
Nas hérnias cervicais, a dor pode atingir o pescoço e os braços e, no caso de hérnias lombares, pode haver irradiação da dor para as pernas. Geralmente, acomete apenas um dos lados do corpo.
Os sintomas caracterizam a hérnia, pois grande parte da população mundial apresenta alterações nos exames radiológicos, sem possuir nenhum sintoma.

Como fazer o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através do exame físico, do Raio X, da ressonância magnética e, às vezes, da tomografia computadorizada.

Qual o tratamento?
Com o início imediato do tratamento após o diagnóstico, costuma-se eliminar os sintomas em 8-12 semanas, sem relação com a melhora radiológica.

Começa-se com um tratamento baseado em:
• Repouso moderado de no máximo 10 dias;
• Medicamentos: analgésicos, anti-inflamatórios e mio-relaxantes;
• Compressas frias ou quentes;
• Injeção de esteróides, no espaço perto do disco comprometido, para controlar a dor e a inflamação;
• Fisioterapia: No início do tratamento, quando o paciente ainda está em crise, a fisioterapia é totalmente passiva e tem como objetivo diminuir a dor e relaxar a musculatura. Para atingir esses dois objetivos, o fisioterapeuta pode aplicar aparelhos elétricos, pompagens, mobilizações e massagens.
Quando os sintomas diminuírem, pode-se iniciar os fortalecimentos e alongamentos. No caso de hérnias, o RPG traz excelentes resultados, pois alivia os sintomas, favorecendo o retorno às atividades diárias e, muitas vezes, evitando a cirurgia.
A cirurgia é indicada quando o tratamento conservador não garante o efeito desejado ou na presença da síndrome da cauda eqüina e na progressão de uma lesão neurológica.

Quanto tempo durão os efeitos da hérnia de disco ?
• Manter a postura correta quando estiver andando, sentado, em pé, deitado ou trabalhando,
• Para levantar objetos pesados, não dobrar o quadril. A maneira correta é ajoelhar-se ou agachar-se perto do objeto, mantendo as costas retas. Usar os músculos das coxas para fazer o levantamento. Evitar girar sobre o tronco,
• Quando estiver em pé, manter sempre uma postura ereta com os ombros para trás, barriga para dentro, e a parte mais estreita das costas reta. Quando ficar em pé por longos períodos, movimentar-se bastante, trocar o peso de pé a todo o tempo e manter-se o mais ereto possível,
• Quando estiver sentado, ficar com os pés bem plantados no solo ou elevados. Levantar- se a cada 20 minutos e alongar-se (espreguiçar). Dar preferência às cadeiras que têm um bom encosto para as costas,
• Dormir sobre um colchão firme ou com uma prancha rígida sob o colchão. Deite-se de lado (nunca de bruços) com seus joelhos dobrados ou de costas, com um pequeno travesseiro sob a cabeça e outro travesseiro sob os joelhos.

Quando retornar ao esporte ou à atividade ?
O objetivo da reabilitação é que o paciente possa retornar ao esporte ou à atividade, o mais rápido e seguramente possível. Se o retorno for precoce, existe o risco de agravar a lesão, causando danos permanentes ao paciente. Como cada caso é diferente do outro, o retorno ao esporte dependerá da ausência da inflamação e da dor, não existindo um protocolo ou número exato de dias para isto acontecer.
Geralmente, quanto mais tempo houver sintomas da lesão e não houver interferência de um médico, maior será o tempo para recuperá-la.

Antes de retornar a qualquer atividade árdua, o paciente deve:
• Desempenhar todos os exercícios de reabilitação, sem sentir dor,
• Possuir total alcance de movimento das costas e pescoço, sem dor aguda nas pernas ou braços,
• Ser capaz de correr, saltar e girar sobre o tronco, sem sentir qualquer dor.

O que pode ser feito para evitar a hérnia de disco ?
Para evitar a hérnia de disco, deve-se manter o peso baixo, fazer uma dieta regulada e realizar exercícios para manter os músculos firmes.
Músculos fortes e flexíveis podem estabilizar sua coluna e protegê-la de lesões. Isso inclui manter os músculos do abdômen fortes.
Andar e nadar são bons exercícios para fortalecer e proteger sua coluna.

Exercícios de reabilitação da hérnia de disco:

Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.
A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.

1 - Alongamento em Pé de Isquitibiais
Começar colocando o calcanhar de uma das pernas sobre um banco de, aproximadamente, 40 cm de altura, inclinar para frente, sem curvar a coluna, até sentir um leve alongar na parte posterior da coxa, segurar com as duas mãos na perna ou no pé.
Manter o alongamento por 30 a 60 segundos e repetir 3 vezes.


2 - Gato e Camelo (Arrepio de Gato):
Ficar na posição "de quatro", deixar a barriga arquear, permitindo que as costas curvem-se para baixo, manter essa posição por 5 segundos e então arquear as costas.
Repetir 10 vezes e fazer 2 séries.


3 - Enriste Pélvico:
Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Contrair os músculos abdominais e encostar a coluna no chão.
Manter a posição por 5 segundos e relaxar.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.
 4 - Enrolamento Parcial:
Deitar sobre as costas com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Colocar as mãos atrás da cabeça, mantendo os cotovelos para cima. Lentamente levantar os ombros e cabeça do chão, contraindo os músculos abdominais.
Manter a posição por 3 segundos.
Retornar à posição inicial e repetir 10 vezes.
                                                            Progressivamente, fazer 3 séries.


5 - Extensão do Quadril de Bruços:
Deitar sobre a barriga e contrair as nádegas, uma contra a outra, e elevar a perna lesionada, aproximadamente 10 centímetros do solo.
Com a coluna reta, manter a perna elevada por 5 segundos e relaxar.
Fazer 3 séries de 10.

6 - Exercícios de Bruços:
Deitar de bruços, com a cabeça encostada no solo por 5 minutos. Se doer, usar um travesseiro sob a barriga. Isso aliviará a dor na perna.
Quando puder deitar de bruços com a cabeça encostada no solo, sem usar o travesseiro, pode-se passar para a próxima fase.
Deitar de bruços e apoiar os cotovelos no solo, sustentando o corpo por 10 segundos.
Não deve-se sentir dor nas pernas ao fazer esse exercício, mas é normal sentir dor na região lombar.
Repetir 10 vezes e fazer várias vezes por dia.

7 - Enrolamento Parcial:
Deitar sobre as costas com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão.
Colocar as mãos atrás da cabeça, mantendo os cotovelos para cima. Lentamente levantar os ombros e cabeça do chão, contraindo os músculos abdominais.
Manter a posição por 3 segundos.
Retornar à posição inicial e repetir 10 vezes.
                                                                          Progressivamente, fazer 3 séries.